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Para Refletir...

"A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar." - Joanna de Ângelis

 
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O Homem e o Médium.
Do livro A Missão do Brasil como Pátria do Evangelho

chico xavier e a cachorraNascido em 2 de abril de 1910, órfão desde os quatro anos, esse mineiro de Pedro Leopoldo sofreu muito. Sua madrasta o maltratava, enquanto sua mãe aparecia para consolá-lo. Sem compreender bem o que se passava, Chico pedia socorro à genitora que o animava a prosseguir e prometia ajudá-lo. Ao chegar aos vinte e dois anos, mais ou menos, chega ao ápice a sua mediunidade, o que permite aos espíritos escreverem por suas mãos e transmitir ideias que demonstrem a continuidade da vida e a individualidade do espírito imortal.

Em 1932, inaugura a longa série de obras psicografadas, que já ultrapassam quatrocentas, com um livro de poesias, "Parnaso de Além Túmulo". Nele, poetas brasileiros e estrangeiros ditam seus poemas, com fidelidade de estilos, o que permite identificá-los independentemente da assinatura.

A obra provocou impacto na comunidade literária da época, que a desdenhou. Ao vê-la definida como burla ou mistificação, os mais lúcidos concluíram que, ou se aceitava o fenômeno mediúnico ou se daria uma cadeira na Academia Brasileira de Letras ao jovem Francisco Cândido Xavier, porque ele ou era médium ou era gênio. Chico nunca mais parou de escrever. E nunca vulgarizou a mediunidade nem a colocou a serviço de informações convenientes para si ou para terceiros. Segue fiel aos orientadores espirituais. Quando passou a receber mensagem de Humberto de Campos, o repórter do além, viu-se envolvido em processo que contra ele moveu a família do morto. Alegava uso indevido do nome do ilustre escritor e reivindicava direitos autorais sobre as obras escritas por Chico e assinadas por Humberto. Nos tribunais, o médium teve ganho de causa.
Direitos autorais somente se paga aos vivos.

A viúva de Humberto de Campos, anonimamente, visita o Centro Espírita onde Chico Xavier recebia mensagens do além, para observar o que ali se passava. Nesse ínterim, Chico já havia trocado a assinatura do espírito para Irmão X, já que durante a encarnação houve coleções onde assinou Conselheiro X.
Ninguém a conhecia. Mas, de repente, Chico Xavier a convida para que se aproxime, e diz-lhe que seu marido estava presente e mandava um recado.
Corada e duvidando, a senhora se aproxima. O médium lhe fala sobre uma carta que ela trazia na bolsa e cita textos que o espírito lhe soprava. Emocionada, a senhora converteu-se ela e toda a família, ao Espiritismo.
Conhecido também é o episódio da revista "O Cruzeiro"; líder na época, quando jornalistas visitaram o médium (sem se identificarem), tentando criar situações que o levassem ao ridículo. Ao chegar em suas casas, um dos repórteres David Nasser, conhecido também como compositor de músicas populares famosas, abriu o livro ofertado por Chico e ali estava a dedicatória dizendo: "Ao amigo David Nasser"... Este imediatamente telefonou ao parceiro dizendo-lhe "prometo nunca mais mexer com essas coisas de Espiritismo."
Perguntado sobre o episódio, Chico sempre os desculpou, alegando que eles faziam o trabalho que lhes competia. Ele, Chico, é que teria sido ingênuo, talvez vaidoso pela reportagem.

Infinitas são as mensagens que esse homem recebe do além há mais de setenta anos, tendo consolado e convertido à fé espírita, milhares de pais inconformados com a perda de seus jovens herdeiros. Nessas mensagens, Chico cita apelidos, tratamentos íntimos, o que evidencia a realidade da comunicação, já que por mais que alguém preparasse a cena para que ele a descrevesse seria impossível tamanha fidelidade. Pessoas que chegam à Uberaba anonimamente, e são tratados por nome. Jocosamente ou não, quem sabe, Chico diz que todos nós temos o nome na testa. Por isso ele o faz com a maior naturalidade.

Se a mediunidade de Chico Xavier é algo extraordinário, maior ainda é a sua dignidade. Um médium que teve aceita como prova em um tribunal mensagem mediúnica de um morto que inocentou o amigo acusado de assassinato, dando detalhes do ocorrido, dizendo da acidentalidade e da amizade que entre eles existia, é alguém de muita credibilidade. E o juiz foi de muita convicção e coragem.

Combatido por padres, pastores e até por segmentos espíritas, por ciúmes e inveja, ele não se preocupa em rebater as ofensas. Segue no seu caminho de amor ao semelhante, independente do que o outro lhe faça: bem ou mal. Chico Xavier já recebeu, como gratidão de pessoas que se sentiram beneficiadas pelo consolo ofertado por ele, carros, fazendas e outros bens, mas apressou-se em passar adiante, para quem desse bom proveito. Os direitos autorais de suas mais de quatrocentas obras, muitas delas vertidas para diferentes idiomas, e não apenas os conhecidos latinos e saxônios, são todos doados em favor da caridade.
Continua vivendo pobremente, enquanto alguns escritores brasileiros de conteúdo banal, quando comparados ao dele, estão milionários e têm patrimônios com luxuosas vivendas no exterior.

Se Francisco Cândido Xavier não é realmente um médium, mas apenas um noveleiro de ideias avançadas, por que não desfruta esse dom, vendendo o que produz? Quando usaram seus livros como enredo de novelas, até jornais americanos o acusaram de estar enriquecendo às custas dos fantasmas. Mas ele não está rico. Continua pobre, simples e doente. Poderia ter recorrido aos melhores médicos e hospitais do mundo para controlar ou debelar suas enfermidades. No entanto, nunca o fez. Quando foi examinado pela NASA, foi para medir sua aura. Constatou-se que a emanação de luz que no homem normal é de centímetros, no Chico vai a dez metros. Isso não dá para burlar. Como explicar livros como "A Caminho da Luz" ou "Evolução em Dois Mundos"; totalmente científicos, escritos por um jovem de curso secundário, ex-funcionário público do governo de Minas Gerais! Como duvidar que ali quem fala é o espírito e Chico limita-se a escrever o que as entidades ditam! Se Chico Xavier não é um médium, mas um mistificador, que tudo tira do inconsciente, como afirmam certos parapsicólogos, é seguramente um ingênuo e tolo. Dedicar-se a essa obra sem tirar proveito financeiro não é próprio de alguém que tenha vocação para a maroteira.

Em nosso livro "Modo de Ver, dizemos que ele vive na pobreza, quando podia ser milionário; na modéstia, envolvido pelos ingredientes que fazem os orgulhosos; doando-se, quando tinha tudo para exigir o serviço do semelhante”.
Esqueceu de si mesmo num mundo onde cada um quer ser o mais importante. Foi bajulado e não se deixou lambuzar pelo mel da lisonja. Um dia a história lhe fará justiça, porque ele não é patrimônio dos espíritas, mas um benfeitor de toda a humanidade. Aliás, se bem observarmos, a história já o notou quando o cadastrou como o "Mineiro do Século"; num Estado que deu Juscelino Kubitischek de Oliveira, Edson Arantes do Nascimento (Pelé), Tancredo de Almeida Neves, Alberto Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade, entre inúmeros outros homens ilustres. Ele não foi escolhido apenas por espíritas, pois estes ainda são a minoria no Brasil e no Mundo.
Tolos, ingênuos, de pouca sensa são aqueles que duvidam da mediunidade do extraordinário serviço de amor ao próximo que fez, faz e continua fazendo este notável homem Francisco Cândido Xavier. Fechados nos seus pequenos mundos, não têm sensibilidade para compreender a base do Evangelho de Jesus: "Ama o próximo como a ti mesmo. "

Deus o abençoe e obrigado, amigo Chico Xavier.

Octávio Caúmo Serrano

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