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Para Refletir...

"A alma humana como a gua: ela vem do Cu e volta para o Cu, e depois retorna Terra, num eterno ir e vir." - Goethe

 
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SUMRIO: 1. Introduo. 2. Conceituando os Termos. 3. Histrico. 4. Procedimento de Kardec. 5. Corpo Doutrinrio: 5.1. Obras Bsicas; 5.2. Obras Complementares. 6. Estudo Metdico do Espiritismo. 7. Concluses. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUO

O objetivo destes escritos fazer uma apresentao sumria do Espiritismo. Partiremos dos fenmenos de Hydesville, apresentaremos o codificador Allan Kardec, relataremos as suas obras bsicas e citaremos de uma forma global, as complementares.

2. CONCEITUANDO OS TERMOS

Espiritismo – uma doutrina que se funda na crena da existncia de Espritos e nas suas manifestaes.

Doutrina – o conjunto de princpios que serve de base a um sistema religioso, poltico, filosfico, cientfico etc.

Princpios – Proposies diretoras de uma cincia, s quais todo o desenvolvimento posterior dessa cincia deve estar subordinado.

Princpios Espritas – Deus, Evoluo, Reencarnao, Sobrevivncia do Esprito, Pluralidade dos Mundos Habitados, Comunicao entre os Dois Mundos (o Fsico e o Espiritual)

Esprita – Adepto do Espiritismo, ou seja, aquele que aceita os princpios fundamentais da Doutrina Esprita, colocando em prtica os seus ensinamentos.

Allan Kardec – pseudnimo de Hippolite-Leon Denizard Rivail, o codificador (no o autor) do Espiritismo. Ele apenas coordenou, organizou os Ensinamentos trazidos pelos Espritos superiores.

3. HISTRICO

O Fenmeno de Hydesville, ocorrido em 31 de maro de 1848, em que duas crianas conversaram, atravs de pancadas, com um Esprito j desencarnado, deu incio ao estudo dos fatos medinicos. Aps este episdio, o fenmeno das mesas girantes, que assolou os Estados Unidos e a Europa, serviu de brincadeiras de salo, quando as mesas danavam, escreviam batiam o p e at falavam. dentro desse contexto que surge a Doutrina Esprita.

Das brincadeiras de salo, surge Hipollyte Lon Denizard Rivail — Allan Kardec—, um estudioso do magnetismo e do mtodo terico experimental em cincia. Havendo uma disseminao muito grande dos fenmenos das mesas girantes, Kardec, ainda Hipollyte, foi convidado para assistir a uma dessas sesses, pois o seu amigo Fortier, magnetizador, dissera que alm da mesa mover-se ela tambm falava. a que entra o gnio inquiridor do pesquisador terico experimental. Assim, retruca: s se ela tiver crebro para pensar e nervos para sentir e que possa tornar-se sonmbula. A partir da, comea a freqentar essas sesses, culminando, mais tarde, com a publicao de O Livro dos Espritos, em 18/04/1857.

4. PROCEDIMENTO DE KARDEC

No livro Obras Pstumas, Allan Kardec escreve: "At ali, as sesses em casa do Sr. Baudin nenhum fim determinado tinham tido. Tentei l obter a resoluo dos problemas que me interessavam, do ponto de vista da Filosofia, da Psicologia, e da natureza do mundo invisvel. Levava para cada sesso uma srie de questes preparadas e metodicamente dispostas. Eram sempre respondidas com preciso, profundeza e lgica. A partir de ento, as sesses assumiram carter muito diverso. Entre os assistentes contavam-se pessoas srias, que tomaram por elas vivo interesse e, se me acontecia faltar, ficavam sem saberem o que fazer. As perguntas fteis haviam perdido, para a maioria, todo atrativo. Eu, a princpio, cuidara apenas de instruir-me; mais tarde, quando vi que aquilo constitua um todo e ganhava as propores de uma doutrina, tive a idia de publicar os ensinos recebidos, para a instruo de toda a gente. Foram aquelas mesmas questes que, sucessivamente desenvolvidas e completadas, constituram a base de O Livro dos Espritos ... Estava concludo, em grande parte, o meu trabalho e tinha propores de um livro. Eu, porm, fazia questo de submet-lo ao exame de outros Espritos, com o auxlio de diferentes mdiuns ... Foi assim que mais de dez mdiuns prestaram concurso a esse trabalho. Da comparao e da fuso de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes remodeladas no silncio da meditao, foi que elaborei a primeira edio de O Livro dos Espritos, entregue publicidade em 18 de abril de 1857." (1975, p. 269-270)

5. CORPO DOUTRINRIO

A Doutrina Esprita deve ser conhecida atravs do estudo das Obras Bsicas e das Complementares. As Obras Bsicas, tambm, cognominadas de Pentauteco Esprita, compem-se dos seguintes livros : O Livro dos Espritos (1857), O Livro dos Mdiuns - ou Guia dos Mdiuns e dos Doutrinadores (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Cu e o Inferno - ou Justia Divina Segundo o Espiritismo (1865) e A Gnese - os Milagres e as Predies Segundo o Espiritismo (1868). As Obras Complementares, que do extenso s Obras Bsicas, so de cunho medinico e no medinico. Entre as no medinicas, citam-se os escritos de Gabriel Delanne, Leon Denis, Camile Flammarion, J. Herculano Pires, Edgar Armond e outros. Entre as obras medinicas, esto os livros psicografados por Francisco Cndido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

5.1. OBRAS BSICAS

Livro dos Espritos (1857) – Contm os Princpios da Doutrina Esprita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espritos e suas relaes com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade (segundo o ensinamento dos Espritos superiores, atravs de diversos mdiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec).

Livro dos Mdiuns (1861)– Contm elucidao minuciosa de todos os gneros de manifestaes medinicas: psicografia, vidncia, transportes etc. So abordados tambm o papel dos mdiuns nas comunicaes medinicas, a formao dos mdiuns, a questo da obsesso.

Evangelho Segundo o Espiritismo (1864) – Contm a explicao das mximas morais do Cristo, sua concordncia com o Espiritismo e sua aplicao s diversas posies da vida.

Cu e Inferno (1865) – Contm temas de relevante importncia para a Humanidade, tais como o Cu, os Limbos, o Purgatrio e o Inferno, a Doutrina das Penas Eternas, dando a estes uma conceituao bem diversa daquela que proclamada por vrias teologias e seitas.

A Gnese (1868) – Contm estudos sobre o Carter da Revelao Esprita, a Existncia de Deus, o Papel da Cincia na Gnese, os Milagres, as Predies etc.

5.2. OBRAS COMPLEMENTARES

Dado o extenso volume delas, anotaremos apenas duas:

Obras Pstumas – Editada em 1890. Composta pelos amigos de Allan Kardec, que renem seus derradeiros escritos e anotaes ntimas. Apresenta a profisso de f esprita racional de Kardec, trazendo, em seu conjunto uma ampla "autobiografia". Verifica-se no livro a preocupao de Kardec quanto ao futuro do Espiritismo, sua organizao e complementao, especialmente, quando ele se prope a organizar a Constituio do Espiritismo.

Revista Esprita – um jornal de estudos psicolgicos, em fascculos mensais, redigidos e publicados pelo prprio Kardec. A coleo completa consta de 12 volumes, resultantes de onze anos e quatro meses de trabalho intensivo. Ela mostra toda a histria do Espiritismo, em seu processo de desenvolvimento e propagao. De modo geral, a Revista Esprita contm:

a) relato de manifestaes fsicas e inteligentes de Espritos, tais como aparies, rudos, batidas, materializaes, evocaes etc.

b) o ensino dos Espritos sobre as coisas do mundo visvel e invisvel, sobre as cincias, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e seu futuro etc.

c) a histria do Espiritismo, suas relaes com outras cincias, com o magnetismo, com o sonambulismo etc.

6. ESTUDO METDICO DO ESPIRITISMO

A literatura esprita, sendo vasta e diversificada, acarreta dificuldade na escolha de bons livros para pesquisa. Do ponto de vista doutrinrio, as Obras Bsicas e as dos autores encarnados tm preferncia. Os romances medinicos so classificados num segundo plano de importncia. As mensagens estariam em terceiro lugar. Essa escala de valores no deve ser rgida, visto cada Esprito estar num nvel de evoluo espiritual distinto, requerendo, portanto, alimentos espirituais diferenciados.

O contato inicial com a Doutrina dos Espritos pode ser feito aleatoriamente, ou seja, via dor, via leitura de um romance, ou mesmo por intermdio de uma mensagem que nos caia nas mos. O despertamento para a realidade espiritual pode vir de mil formas. Importa, uma vez inteirado de que o Espiritismo uma vivncia vlida para nossa vida, estud-lo de forma racional, ou seja, comeando pelo O Livro dos Espritos.

7. CONCLUSES

Jos H. Pires diz-nos que "O Espiritismo uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada". Assim, no conveniente que corramos atrs dos fenmenos medinicos, mas, sim, que debrucemos o nosso pensamento sobre os livros da codificao, no sentido de ir lentamente sedimentando os ensinamentos que Allan Kardec construiu atravs da pesquisa cientfica dos fenmenos espirituais.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

  • AMORIM, D. O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas. 4. ed., Rio de Janeiro, Lon Denis, 1989.
  • AUTORES DIVERSOS. 2.º Ano do Curso Bsico de Espiritismo. So Paulo, FEESP, 1991.
  • BARBOSA, P. F. Espiritismo Bsico. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1987.
  • KARDEC, A. Obras Pstumas. 15. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.

 

 

 

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