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Para Refletir...

"A caridade o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanas e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condio do esperado Reino de Deus." - Emmanuel

 
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Sou dos que acreditam que ns espritas precisamos ser mais audaciosos, mais ousados (vide pergunta 932 d’O Livro dos Espritos). Principalmente na divulgao da Doutrina Esprita, pois em outros campos at que estamos indo bem. Acontece que, infelizmente, alguns companheiros espritas esto sendo ousados onde no deveriam ser.

Explico: existem veculos de divulgao esprita (jornais, revistas, televiso) que divulgam em seus artigos ou programas as divergncias existentes entre os espritas, seja no campo das idias, seja no campo pessoal. Talvez, repito, “talvez” esses polmicos artigos ou programas at pudessem ser teis divulgao de nossa amada Doutrina, se seus autores ou apresentadores soubessem colocar em seus textos o respeito e a caridade que devem existir tambm entre os espritas. Mas o que se v so palavras ferinas, pseudamente sustentadas em razes “lgicas”.

verdade que existem no meio esprita muitos procedimentos que merecem correes ou mudanas. O Movimento Esprita comete erros, como qualquer outro movimento religioso. Por que? Porque somos seres imperfeitos, portanto, passveis de erros. Mas, procurar corrigir, ou tentar corrigir erros dos outros com ofensas , no mnimo, falta de bom senso e, pior, contraria o princpio harmnico do Espiritismo.

H algum tempo li num jornal esprita um ferino e indelicado artigo com ferrenhas crticas a um proeminente esprita. Alm de eu e muitas pessoas terem lido aquele artigo, alguns pastores protestantes tambm o leram. Foi um prato cheio para eles. Se, sem motivos, aquela faco do protestantismo gosta de criticar o Espiritismo, imagine s tendo fatos reais para criticar...

O que fizeram os pastores com aquele “rico” material em suas mos? Pois bem, em rede nacional, divulgaram em seu canal de televiso o mencionado artigo enfatizando o fato que “nem os prprios espritas se entendem”. Pena que o autor daquele artigo em jornal esprita no conhece e no aplica aquele antigo ditado: “roupa suja se lava em casa”. E por desconhec-lo, prejudicou a divulgao do Espiritismo.

Algum tempo depois da ocorrncia do incidente acima, uma das revistas espritas mais tradicionais do pas escreveu um belssimo editorial enfocando os erros cometidos por alguns rgos espritas, em relao s crticas entre espritas. Alertava aquele editorial sobre a necessidade de haver maior compreenso e bom senso entre os espritas. Foi um texto respeitoso e muito bem escrito. Um alerta necessrio.

Mas veja s, caro leitor, em abril de 1.999 tive o desprazer de ler nessa mesma conceituada revista esprita (que, lembro-lhe, havia alertado aos demais veculos de comunicao esprita sobre os malefcios da m imprensa) um artigo onde ela cometia o mesmo erro que antes condenara. Essa revista tambm esqueceu que “roupa suja se lava em casa”. Fez ela um desservio divulgao da Doutrina. E, pela sua importncia e tradio no meio esprita, o desservio dessa revista foi imenso.

Existem divergncias entre padres, pois que so humanos.

Existem divergncias entre pastores protestantes, pois que so humanos,

Existem divergncias entre espritas, pois que somos humanos.

Mas, voc j leu em algum jornal ou revista catlica ou protestante alguma crtica aos seus seguidores?

Certamente no.

Eles tm uma assessoria de imprensa que orienta-os: “roupa suja se lava em casa”. O que o leitor quer ler so textos consoladores e no discusses efmeras onde o ego e a maledicncia do autor predominam.

Diz nos Kardec, com sua sabedoria e bom senso (vide “O Livro dos Mdiuns”, captulo XXIX, item 348):

“As reunies que se ocupem exclusivamente das comunicaes inteligentes e as que se dedicam ao estudo das manifestaes fsicas, tm cada uma sua misso; nem umas nem outras estariam no verdadeiro esprito do Espiritismo, se se olhassem mal, e aquela que atirasse a primeira pedra na outra, provaria s com isso a m influncia que a domina; todas devem concorrer, embora por caminhos diferentes, ao objetivo comum que a procura e a propagao da verdade; seu antagonismo, que no seria seno um efeito do orgulho superexcitado, fornecendo armas aos detratores, no poderia seno prejudicar a causa que pretendem defender”.

Adaptando-se o texto de Kardec para a questo da m imprensa esprita, o que se v hoje, com alguma freqncia, excetuando a boa imprensa esprita (que h. E em bom nmero), so autores ou apresentadores de televiso fornecendo armas aos detratores da Doutrina Esprita.

Diz o Esprito Fnelon (vide “O Livro dos Mdiuns”, captulo XXXI, item 13):

“Perguntastes se a multiplicidade de grupos, em uma mesma localidade, no poderia engendrar rivalidades desagradveis para a Doutrina. A isso responderei que aqueles que esto imbudos dos verdadeiros princpios desta Doutrina, vem irmos em todos os espritas e no rivais; aqueles que vissem outras reunies com olhos de cime, provariam que h entre eles idia preconcebida de cime, provariam que h entre eles idia preconcebida de interesse ou de amor-prprio, e que no esto guiados pelo amor da verdade. Asseguro-vos que se essas pessoas estivessem entre vs, a semeariam logo a perturbao e a desunio. O verdadeiro Espiritismo tem por divisa benevolncia e caridade, exclui toda outra rivalidade que no seja a do bem que se pode fazer; todos os grupos que se inscreveram sob a sua bandeira, podero se estender a mo como bons vizinhos, que no so menos amigos, embora no habitem a mesma casa. Os que pretendem ter os melhores Espritos por guia devem prov-lo, mostrando os melhores sentimentos; que haja, pois entre eles luta, mas luta de grandeza d'alma, de abnegao, de bondade e de humildade; aquele que lanasse a pedra em outro, provaria s por isso que solicitado pelos maus Espritos. A natureza dos sentimentos que dois homens manifestem a respeito um do outro, a pedra de toque que faz conhecer a natureza dos Espritos que os assistem”.

Tomemos muito cuidado com a pedra que eventualmente atiramos nos nossos irmos espritas, pois, repetindo a frase final de Fenlon (do texto acima):

“A natureza dos sentimentos que dois homens manifestem a respeito um do outro, a pedra de toque que faz conhecer a natureza dos Espritos que os assistem”.

 

 

 

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