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Para Refletir...

"A incompreenso di. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender. O desespero destri. Diante dele, porm, encontramos ensejo de cultivar a serenidade." - Andr Luiz

 
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"Ide a pregai a palavra divina. chegada a hora em que deveis sacrificar, em favor da sua divulgao, hbitos, trabalhos, ocupaes fteis. Ide e pregai: os Espritos elevados esto convosco."

Erasto, Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 20 - Os Trabalhadores de ltima Hora - Misso dos Espritas.

As palavras do esprito protetor Erasto, no s ressaltam a importncia do esprita consciente em divulgar o Espiritismo, como nos faz refletir sobre um outro ngulo da necessria divulgao. Leva-nos, as palavras de Erasto, a indagar:

"Ser que esse ‘Ide e pregai’ significa pregar as palavras divinas nas casas espritas, apenas?"

"Ser que Erasto no estava utilizando de uma amplitude maior, imaginando a importncia de pregarmos as palavras divinas no somente nas casas espritas?"

importante que conscientizemo-nos, que misso dos espritas, divulgar as palavras consoladoras no somente para os espritas, mas para todas as pessoas. No teremos dvida quanto a essa deduo se atentarmos seguinte frase contida no texto "Misso dos Espritas": "Certamente falareis com pessoas que no querero ouvir a palavra de Deus(...)". Se o esprito Erasto disse que falaramos a quem no quer ouvir a palavra de Deus, certamente no estava se referindo aos freqentadores da Casa Esprita. A boa lgica leva-nos a concluir que nossa misso vai alm do que hoje estamos fazendo. Precisamos comear um verdadeira cruzada a favor da divulgao de nossa Doutrina. O culto ao bezerro de ouro precisa ser combatido com todas as foras.

Cruzada?

Combater o culto ao bezerro de ouro?

Ao leitor que assustou-se com as palavras "cruzada" e "combater o o culto ao bezerro de ouro", ateno: essas palavras no so do autor desse artigo. Esto no Evangelho Segundo o Espiritismo, nosso guia de vida. Essas palavras so de Erasto, que disse: "(...) parti em cruzada contra a injustia e a maldade. Ide e aniquilai esse culto ao bezerro de ouro, que se expande dia aps dia. Ide, Deus voz conduz!"

Talvez o leitor pense: "Ser que essas novas atitudes no implicariam em pisarmos em terreno perigoso?"

Caro leitor, Jesus e Kardec, no pisaram em terrenos perigosos? Se Jesus e Kardec foram audaciosos, pisando em terreno "minado", sendo maltratados, criticados e ultrajados, por que ns espritas devemos, tranqilos, continuar sendo levados ao sabor do vento calmo?

H um grande risco no ar!:

Somos humanos. Isso significa dizer, somos falhos.

E, de repente, ansiosos por seguirmos a sugesto de Erasto, ansiosos por sermos audaciosos, como foram Jesus e Kardec, podemos errar. Podemos colocar os ps pelas mos. A nossa palavra, no obstante revestida da boa vontade, pode criar polmicas inteis. Pode desrespeitar as demais instituies, pode projetar uma imagem negativa do que ser esprita, e do que o Espiritismo. Por tudo isto, importante que saibamos que, para fazer parte do grupo que divulgue o Espiritismo alm das quatro paredes do Centro Esprita, preciso que o esprita-divulgador tenha algumas especiais qualidades, dentre elas:

  1. Seja um profundo conhecedor da Doutrina Esprita;
  2. Seja esprita praticante;
  3. No faa proselitismo;
  4. Respeite e valorize todas as instituies religiosas;
  5. No entre em polmicas inteis;
  6. Faa prevalecer, nas eventuais discusses, o direito de escolha religiosa;
  7. Agir sempre com brandura e bom senso.

Sabemos que encontrar pessoas que renam todas as qualidades acima no impossvel, mas, tambm, no fcil. A tendncia natural que acatem essa misso, os espritas que mais abraam as palavras do que os atos,. E o ideal seria que estivessem frente dessa cruzada, aqueles espritas que mais valorizam os atos do que as palavras. E geralmente, obviamente com excees, falta a esses por demais sensatos e grandiosos espritas uma qualidade extremamente necessria no mundo de hoje: falta audcia.

Temos a um dilema! Os que, por direito adquirido (por serem espritas exemplares) podem cumprir com essa misso, tendem a no cumprir. Os que, ainda no adquiriram o direito de cumprir com essa misso, querem cumpri-la.

Uma observao: a afirmao de que os espritas exemplares tendem a no cumprir com essa misso, talvez leve a interpretaes de que esses no trabalham a favor do Espiritismo. No isso.. Todos sabemos que cada vez mais os espritas esto atuando a favor do Espiritismo, que cada vez mais surgem compndios e livros esclarecedores, que cada vez mais a unio e a unificao tm sido meta de muitas casas espritas. Fcil fica entender a afirmao de que "os espritas exemplares tendem a no cumprir com essa misso", se o leitor no esquecer que esse artigo faz referncia um outro ngulo da divulgao, que a misso de levar o Espiritismo para fora da casa esprita. Caro leitor, esse artigo que voc est lendo deixa de ter sentido caso voc j tenha visto em sua cidade, atravs de cartazes, e tambm nos principais jornais, bem como no rdio e na televiso, a divulgao de uma palestra esprita, dirigida aos no espritas, cujo tema seria (por exemplo) Conhea o Espiritismo e acabe com seu preconceito. A vem a pergunta: comum ocorrerem palestras espritas dirigidas aos no espritas de sua cidade? A resposta, quase que geral, "no". Se assim , estamos bem fazendo nossa parte em relao ao "Ide e Pregai"?

No podemos postergar essa nossa misso de levar o Espiritismo alm das quatro paredes do Centro Esprita.

O desafio a est!

Joanna de ngelis, de forma explcita, tambm refora a necessidade de levarmos, a outros cantos, a essncia da Doutrina Esprita. Nas pginas 175 e 176 do livro psicografado por Divaldo Franco, Jesus e o Evangelho luz da psicologia profunda, Leal Editora, 1ª edio, Joanna de ngelis diz "cabem neste momento graves compromissos que no podem e nem devem ser postergados". Essa to querida educadora espiritual passa-nos os quatro procedimentos que cabem aos espritas E que, repetindo, "no podem e nem devem ser postergados":

  1. Proclamar a Era Nova;
  2. Demonstrar a existncia do mundo causal (causa e efeito);
  3. Demonstrar a anterioridade do Esprito ao corpo;
  4. Demonstrar os incomparveis recursos saudveis defluentes da conduta correta, dos pensamentos edificantes, da ao do bem ininterrupto.

Joanna de ngelis esclarece que os procedimentos acima devem ser demonstrados "pela lgica e pelo bom senso, assim como atravs da mediunidade dignificada". Alerta-nos ainda, que esses procedimentos devem ser executados pelos "espritas conscientes das suas responsabilidades – aqueles mesmo que se equivocaram e agora recomeam em condies melhores –". E ainda complementa, devemos agir "sem qualquer desconsiderao pelos diferentes credos religiosos e filosofias existentes."

Como espritas, no nos esqueamos:

de nossa misso, segundo Erasto, e

dos nossos graves compromissos, segundo Joanna de ngelis.

Mos obra!

Sejamos espritas audaciosos: sem proselitismo e sem desrespeitar as demais instituies religiosas, levemos, alm de nossas quatro paredes, as palavras consoladoras de nossa amada Doutrina.

 

 

 

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