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Para Refletir...

"A caridade um exerccio espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as foras da alma." - Chico Xavier

 
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Em diversas oportunidades, quando fizemos palestra sobre reencarnao e aborto, fomos questionados posteriormente sobre a dolorosa e delicada circunstncia do estupro. Principalmente, ao se propiciar perguntas nos serem dirigidas por escrito viabilizava-se este questionamento.

Embora o tema seja potencialmente polmico e desagradvel, no h como ignor-lo no contexto de nossa situao planetria.

A grande discusso que se levanta a legitimidade, ou no, do aborto, quando a gravidez conseqente a um ato de violncia fsica. Mais uma vez, nos posicionamos em relao ao aspecto legal da questo nos abstendo de maiores comentrios no campo jurdico pois leis e constituies os povos j tiveram inmeras e tantas outras tero. Nossa abordagem ser pelo ngulo transcendental e reencarnacionista considerando que so trs (3) espritos, no mnimo, envolvidos na tragdia em questo.

Igualmente, quanto ao aspecto da tica mdica, a qual estamos submetidos por fora da profisso que nesta reencarnao exercemos, lembramos ser esta tica diferente em cada pas do planeta. Numa escala de zero a 10, teremos todas as notas, conforme a nao e o continente que nos reportarmos.

Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o livre arbtrio o maior patrimnio que ns, espritos humanos, temos alcanado ao atingirmos a faixa evolutiva pensante. Livre arbtrio que no legitima atitudes, mas oportuniza s criaturas decidir e se responsabilizar pelas conseqncias de seus atos posteriores.

Outra premissa que deveremos estabelecer aquela da maior ou menor repercusso dos atos perante a Lei Universal, em funo do nvel de esclarecimento que possumos. Importante tambm salientar que no h atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual sem limites, a idia de que algum deve reencarnar a fim de ser
estuprado.

A concepo do Deus punitivo e vingativo j no cabe mais no dicionrio dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus a fonte inesgotvel de amor.

a Lei maior que a tudo preside, uma lei de amor que coordena as leis da natureza.

Como conceber a violncia fsica? como enquadrar a onipresena divina em situaes e sofrimentos que observamos? Deus estaria ausente nestas circunstncias? Ou estaria presente? Para muitos indivduos se estivesse presente j seria motivo para no crer na sua existncia ou na sua infinita bondade e oniscincia.

Outra questo importante: Quem a "vtima"? Cada um de ns ao reencarnar trouxe todo o seu passado impresso indelevelmente em si mesmo, so os ncleos energticos que trazemos em nosso inconsciente construdos no passado.

Espritos que somos e pelas inmeras viagens que percorremos, representadas pelas inmeras vidas, possumos no nosso "passaporte" inmeros "carimbos" das pousadas onde estagiamos em vidas anteriores. Hoje, a somatria destas experincias se traduzem em manancial energtico que irradia constantemente do nosso interior para a superfcie desta vida. Assim, tambm a "vtima". A jovem que hoje se apresenta de forma diferente, traz em seu passado profunda marcas de atitudes prejudiciais a irmos seus. Atitudes de desequilbrio que so gravadas em si mesma. Algumas delas participaram intelectualmente de verdadeiras emboscadas visando atingir de maneira dolorosa a intimidade sexual de criaturas; outras foram executoras diretas, pela autoridade que eram investidas, de crimes nesta rea. enfim, so mltiplas as situaes geradoras da desarmonia energtica que agora pulsa constantemente nos arquivos vibratrios da nossa personagem neste drama.

Pela Lei Universal, a sintonia de vibraes, poder ocorrer em um dado momento dependendo da facilitao criada por atitudes mentais da personagem apresentou como surpresa desagradvel para a agredida.
Como orientar a vtima? Identificados dois dos protagonistas (me e filho) falemos acerca da entidade reencarnante Em certas ocasies, o ser que mergulha na carne nesta dolorosa circunstncia algum que vibra na mesma faixa de desequilbrio. Um esprito que pelo dio se imantava magneticamente aura da jovem como que pedindo-lhe contas pelos sofrimentos causados por ela, se v preso s malhas energticas do organismo biolgico que se forma. O processo obsessivo que vinha se desenvolvendo j o fixara perifericamente trama perispiritual materna e agora passa a aderir definitivamente naquele organismo feminino.

Apesar do momento cruel, a Lei maior pode aproveitar para retirar o perseguidor desta situao adormecendo-o. Acordar, talvez, embalado pelos braos de sua antiga algoz que aprender a perdoar e at amar em funo do sbio esquecimento do passado. Lembramos, novamente, no foi em hiptese alguma programado o estupro, nem ele em qualquer circunstncia teria justificativa. No entanto o crime existindo, a espiritualidade sempre far o mximo para do "mal" poder resultar algum bem.

Mas, muitas vezes, a gestante pressionada pelos vnculos familiares opta por interromper a gravidez indesejada.
Somos contrrios a teatralidade daqueles que exibem recursos chocantes de fragmentos ensangentados de bebs em formao, jogados nos baldes frio da indiferena humana. A falta de argumento e conhecimento esprita do processo que se desencadeia, que faz lanar mo destes mtodos agressivos de exposio.

A viso espiritual da situao dispensa estes recursos dos quais podem se servir outras correntes religiosas que desconhecem a preexistncia da alma o mecanismo da reencarnao, etc.
O esprito submetido violncia do aborto sofre intensamente no processo, conforme o seu grau de maturidade espiritual. Perante a Lei divina sabemos que o esprito reencarnado no deve receber a agresso arbitrria em face da violncia cometida por outro. Violncia que gera violncia, um ciclo triste que necessita ser rompido com um ato de amor a um entezinho que muitas vezes aspira por uma oportunidade de evoluo em nova vida.

O aborto provocado gera muitas vezes profundos traumas em todos os envolvidos exacerbando a dolorosa situao crmica da constelao familiar. Ningum me ou filho de outrem por casualidade. H, sempre, um mecanismo sbio da lei que visa corrigir ou atenuar sofrimentos.
H, tambm, espritos afins e benfeitores que, visando amparar a futura me, optam pelo reencarne na situao surgida. A vtima do estupro, poder ter ao seu lado toda luz de algum que poder vir a ser o seu arrimo e consolo na velhice. Irmos cheios de ternura em seu corao, com projetos de dedicao e amparo, aproveitam o momento criado pelo crime para auxiliar, diretamente, na vida material, dando todo seu trabalho afetivo para aquela que amam. Renascem como seu filho.
A eliminao da gravidez, atravs do aborto provocado, nestes casos, ir anular este laborioso auxlio que o esprito protetor lamentar ter perdido.

Pelo exposto, a interrupo da gestao mesmo decorrente de violncia, sempre uma atitude arbitrria que s ampliar o sofrimento dos familiares.

Se a jovem for emocionalmente incapaz de atender os requisitos da maternidade, a adoo, preferencialmente por pessoas de vnculos prximos, dever ser o remdio por ns indicado. Se no houver possibilidades psiquicamente aceitveis de recepo por parte de familiares, encaminhe-se os trmites da adoo para quem receber aquela criatura com o amor necessrio ao seu processo redentor e educativo.

O tempo se encarregar de cicatrizar os ferimentos da alma.

Dr. Ricardo Di Bernardi
Presidente da AME SC

 

 

 

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