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Para Refletir...

"A alegria est na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. No na vitria propriamente dita." Mahatma Gandhi

 
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Em funo da necessidade de integrar os trabalhadores e estudiosos do Movimento Esprita no esprito federativo de unificao, sem o intuito de padronizar ou uniformizar palestras, pois a diversidade que enriquece e embeleza a roupagem que as veste, sugerimos determinadas posturas que, em se adequando s realidades locais, podero servir de subsdios ao expositor da Doutrina Esprita.

Inicialmente, urge que as exposies aliem, tambm, ao contedo de consolo, necessrio aos que sofrem, o esclarecimento fraterno da dinmica da vida e das leis do Universo.

Alm de ensejar-se a compreenso do sofrimento, demonstrar que um nico destino que aguarda todas as criaturas: a felicidade plena em funo da evoluo.

So subsdios indispensveis a qualquer palestra todos os princpios bsicos da Doutrina.

No h como se expor, na abordagem espiritista, qualquer tema, sem lig-lo Reencarnao, Lei de Causa e Efeito, Sobrevivncia do Esprito ou sua evoluo. Pretende-se, com este esquema, propiciar ao ouvinte que entra pela primeira vez em uma Casa Esprita ter uma viso aproximada e lgica do contexto doutrinrio.

Torna-se importante, tambm, que os temas no sejam apresentados como de Carter exclusivamente religioso, cientfico ou filosfico. Qualquer tema deve ser abordado e ex-posto sempre pelos trs ngulos, para se construir o tringulo perfeito da concepo esprita.

Temas como a Caridade precisam ser entendidos filosfica e cientificamente, para se fortalecer a conseqncia moral (tica )finalista. Podemos explicar um ato de amor, tambm, como movimentador de energias extrafsicas que sintonizam magneticamente com outras de mesma freqncia vibratria. O sentido genuinamente esprita do trplice aspecto da Doutrina no deve ser subtrado indevidamente, mas apresentado em sua plenitude sem perder a identidade doutrinria.

Analogamente, temas como a origem da vida ou dos astros no podero tornar-se simples aulas de Biologia ou Geografia. Indispensvel unir o assunto Onipresena divina, existncia dos fluidos e ao sentido mais amplo do amor divino. Assim por diante.

tambm ingenuidade pensar que o Espiritismo apenas para os mais simples e humildes.

No so os sos, mas os doentes que precisam de mdico. A mensagem doutrinria deve ser sempre veiculada de maneira clara e acessvel a todos; paralelamente, deve atender tambm aos anseios dos homens cultos e inteligentes na elucidao da dinmica da vida e dos problemas modernos.

Viver Kardec no significa apenas estacionar nos granticos alicerces da Doutrina, mas crescer embasado nos mesmos. Nada entristeceria mais nosso amado Codificador que programarmos ciclo de palestras sobre o "duelo", sob o pretexto de ser assunto de obra bsica, ao invs de sobre "passes", alegando que este assunto foi tangido rapidamente pelo mestre lions.

Viver Kardec seguir sua mensagem progressista e no apequenar seu maravilhoso trabalho convertendo o pentateuco kardequiano em uma bblia dogmtica. Nada mais antikardecista, que deter-se exclusivamente nos alicerces doutrinrios. No ousaramos pedir tanta abertura como o Codificador, que chegou a dizer que, quando a Cincia demonstrar que o Espiritismo est errado em algum ponto, ele se modificar. Pelo menos somemos os conhecimentos auridos pelas faculdades medinicas de Chico Xavier e Divaldo Franco s bases doutrinrias, ao proferirmos nossas palestras.

A mensagem de carinho e consolo – considerada caractersta esprita – poder at ser imprescindvel. No entanto, no podemos confundir isto com postura "religiosista" ao executarmos nossos pronunciamentos, assumindo, assim, caractersticas clericais que no se coadunam com a natureza de nossa Doutrina.

No podemos permitir que o Espiritismo seja confundido como simplesmente mais uma religio.

Uma das heranas equivocadas do nosso passado judaico-cristo a questo da culpa (desde o nascimento) e da punio. Cuidar para que no passemos equivocadamente o conceito de carma como algo que pode ser confundido com a verso esprita destas concepes. Cabe a ns demonstrar que, como disse Pedro, o Apstolo, a caridade cobre uma multido de "pecados". As situaes crmicas devem ser explicadas como passveis de ser atenuadas e at eliminadas por atos de amor. Expiao, muitas vezes, por viso mope ou exposio doutrinria apressada, soa como castigo divino. Imprescindvel demonstrar que as deformidades fsicas no esto punindo, mas, eliminando as deformidades perispirituais, drenando-as para o corpo fsico, com vistas harmonia energtica do Esprito.

Evitemos veicular mensagens passivas, tais como: sempre necessrio sofrer para evoluir. Preciso condicionarmos pelas palestras, tanto os encarnados como os desencarnados, que a opo da dor s se faz necessria quando no optamos pelo amor e pelo trabalho. til ao prximo no necessariamente aquele que se resigna em reencarnar deficiente, mas aquele que procura adquirir as condies de reencarnar perfeito para auxiliar construtivamente os seus irmos.

Esperemos que as exposies doutrinrias possam ensinar transformando o Centro Esprita tambm em uma escola dos Espritos.

H ouvintes que nada sabem sobre a vida aps a morte, nada escutaram sobre reencarnao e at mesmo mediunidade, embora j tenham repetidas vezes assistido s mesmas palestras sobre determinados temas evanglicos.

Deixemos muito claro que sempre podero os temas evanglicos ser veiculados. No h dvida de que o Espiritismo tem, tambm , razes crists. Chamamos, no entanto, a ateno para a falta de informao sobre a Doutrina Esprita, o que nos causa profunda preocupao. Neste sentido que nos pronunciamos junto a esta Comisso Regional Sul do Conselho Federativo Nacional da FEB.

Permitam as luzes do Alto clarear as nossas limitaes e nos intuir adequadamente para amarmos e instruirmo-nos suficientemente, a fim de que transmitamos a Doutrina Esprita com amor e sabedoria.

Fonte: Reformador de agosto/1992, p. 237-238. l

* Trabalho apresentado pelo Departamento de Divulgao Doutrinria e Cultura da Federao Esprita Catarinense, na Reunio da Comisso Regional Sul do Conselho Federativo Nacional da FEB, realizada em Ribeiro Preto (SP), no dia 2-5-1992. (republicado em 2002 pelo REFORMADOR)

 

 

 

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