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Para Refletir...

"A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus." - Emmanuel

 
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O espiritismo é doutrina consoladora por excelência. De forma singular, conjuga sem peias a realidade e o amor. O clima fraterno que se sente na Escola de Beneficência Caridade Espírita, em Cucujães, propicia fartas bênçãos. É caso único no nosso movimento: para eles, antes de tudo, qualquer associação espírita é uma escola. Uma escola onde todos aprendem a melhorar o mundo a partir de si próprios.

Na sua origem, esta associação, filiada na Federação Espírita Portuguesa desde 1989, foi constituída essencialmente por elementos oriundos do centro espírita de Fiães. Reuniram-se e decidiram formar uma nova associação na região de Oliveira de Azeméis, mais concretamente no lugar de Casal Novo.

Isaías, um dos fundadores, lembra: «Enquanto não encontrámos sede para a nossa associação, chegámos a fazer reuniões nos pinhais, em plena natureza, geralmente aos domingos, procurando realizar um pouco de trabalho e de estudo entre nós e também ir auxiliando espíritos desencarnados em necessidade». Pensando no seu futuro, o grupo perguntava-se que denominação escolher.

Uma entre quatro

Quando se escuta o seu nome pela primeira vez, estranha-se, no bom sentido: a palavra escola não deixa dúvidas. Havia quatro alternativas para a designar a nova associação. Perguntado também ao mundo espiritual qual a preferível, optaram pela que hoje possuem: Escola de Beneficência Caridade Espírita, em Cucujães.

Álvaro Duarte, o presidente da Direcção, define o motivo em poucas palavras: «A vida é uma escola. Mais do que isso - é uma grande universidade». Embora a associação também funcione como centro de saúde espiritual, é «sobretudo uma escola onde todos aprendemos uns com os outros», procurando vivenciar a doutrina espírita.

Depois do nome da associação, tornava-se necessário fundar uma sede. Isaías relembra: «Entretanto arranjámos uma casa da qual estamos também pagando renda, em Cucujães, e aí começámos então a ampliar as actividades, que inicialmente se cinjiram a trabalhos públicos aos domingos, 9h30, palestra e passe magnético; quarta-feira, 21h30, sessões restritas de estudo e educação mediúnica; sexta-feira, 21h30, estudo público de «O Livro dos Espíritos». Para já, devido às instalações são estes trabalhos que realizamos semanalmente».

Contam com cerca de uma quinzena de colaboradores. Perspectivam mais actividade, mas de momento estão condicionados pela edificação da nova sede, que terá cerca de 800 metros quadrados de área coberta.

Mais actividades

«Iremos também criar outras actividades. O espiritismo é sempre algo mais: é preciso transportar também para o exterior aquilo que se processa dentro daquela casa», afirma Álvaro Duarte. «A parte interna do centro espírita é importante, mas faz-se necessário fazer muito mais».

Falando em erigir a nova sede perto das Caldas de S. Jorge, em Escapães, junto à Quinta do Areeiro, Isaías faz o ponto da situação: «Depois do indeferimento de um terreno onde pretendíamos edificar uma sede, pois não se enquadrava no Plano Director Municipal, diligenciámos para que nos fosse cedido um outro terreno com uma localização bastante boa, próprio para um centro espírita, e que não é uma zona urbana - já temos tudo aprovado pela Câmara Municipal. Surgirá uma boa sede para a Escola, onde serão desenvolvidos trabalhos em boas condições, no âmbito do movimento espírita, dentro do ambiente que convém, para realização também de grandes colóquios, congressos, seminários, reuniões de estudo. É claro que uma obra desta envergadura vai exigir grandes sacrifícios de nossa parte e também grandes disponibilidades monetárias».

No momento da reportagem, avançavam com os primeiros trabalhos de infra-estruturas no terreno, lançando, em breve, os alicerces. Esta obra estima-se venha a custar 25 mil contos: «Somos praticamente nós, Direcção, e mais um pequeno grupo de outros colaboradores, a contribuir para que a nova sede venha a ser erguida. Mas vamos contar com mais ajudas no sentido de se viabilizar erigi-la mais rapidamente», explica Isaías.

A Escola e a Federação

«Sempre demos o verdadeiro valor à Federação e sempre desejámos que ela fosse a bandeira de todo o movimento espírita. Porque nós estamos convencidos de que as associações, conservando a sua própria independência e a sua própria individualidade, devem ter alguém no movimento que seja, por assim dizer, a aglutinação, o reparo de todas as associações. E, de facto, congratulamo-nos com a visita que nos fez em Junho a Direcção da FEP. Ao longo de tantos anos em que já estamos integrados no movimento, foi a primeira vez que a FEP se deu a conhecer. Porque, acima de tudo, há sempre ideias que podem surgir, é neste intercâmbio que a Federação pode transmitir estímulos e desenvolvimento às suas associadas», manifesta Isaías, continuando: «Acreditamos sinceramente, apesar desta fase inicial de muito esforço, que os trabalhos da FEP poderão desenvolver-se ainda melhor dentro de uma estreita colaboração. Congratulamo-nos que ela venha planificando, possa clarificar, dizendo algo em concreto».

Nesse sentido, Álvaro Duarte opina: «Deve ser a própria Federação não a impor, mas a aconselhar quanto ao desenvolvimento de trabalhos dentro das casas espíritas. É que têm que existir normas, princípios, que há que respeitar. Entendo que a FEP tem que tomar posição nesse âmbito».

Um centro espírita é uma escola onde aprendemos a soletrar o alfabeto do eterno bem. Nele se busca a educação integral do ser humano, sem os limites da fronteira de cinzas que é a morte do corpo físico. Não falta o que aprender para além disso, nos horizontes luminosos que se descerram. O aprendizado é o maior motivo da presença humana neste planeta. Abençoada a instituição espírita atenta às suas finalidades precípuas.

 

 

 

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