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Para Refletir...

"A incompreenso di. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender. O desespero destri. Diante dele, porm, encontramos ensejo de cultivar a serenidade." - Andr Luiz

 
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Desde as pocas mais remotas o Universo tem nos acenado com a possibilidade, cada vez mais admissvel, de existncia de vida extraterrena; e, ao elevarmos a fronte em direo ao firmamento, uma profunda intuio nos d a certeza de que Deus no ergueria bilhes de corpos celestes apenas para nossa contemplao.

A partir de 18 de abril 1857, data da primeira publicao de O Livro dos Espritos, passamos a ter o respaldo das Inteligncias Celestiais, que vinham para atestar a pluralidade dos mundos habitados—um dos postulados da Doutrina Esprita—revivendo, na verdade, o prprio Cristo, que j nos havia asseverado:Na casa de meu Pai h muitas moradas (...)” (Joo 14:2).

Uma dessas moradas, o planeta Marte, tem sido alvo das mais variadas especulaes, que vo desde as historietas e filmes infantis, povoados de imagens hilariantes e fantasiosas, que tanto fertilizam a nossa imaginao, at as mais profundas ilaes de cunho esotrico ou cientifico.

Sob a tica esprita, a temtica sob anlise atinge conotaes ainda mais profundas, em virtude da observncia do trplice aspecto — Cincia, Filosofia e Religio. Visando elucidao dos fatos, examinemos, preliminarmente, a nota de Kardec, atrelada questo 188 da primeira obra basilar, que ora transcrevemos, em parte:

“De acordo com o ensinamento dos Espritos, de todos os globos que compem o nosso sistema planetrio, a Terra onde os habitantes so menos avanados, tanto fsica como moralmente. Marte lhe seria ainda inferior (...)” (grifo nosso).

Certamente valeu-se o codificador, inclusive, da comunicao dos Espritos Mozart e Bernard Pallissy, que se diziam encarnados em Jpiter, em mensagem canalizada pelo mdium e teatrlogo francs Victorien Sardou. Segundo eles, Marte seria o planeta mais inferior do Sistema Solar, de precrias condies de vida, habitado por criaturas sub-humanas.

Alguns anos aps, mais precisamente em 1935, viria a lume a obra Cartas de Uma Morta, uma coletnea de mensagens psicografadas pelas mos de Francisco Cndido Xavier, na qual o Esprito Maria Joo de Deus, sua querida me, entre outros temas, nos descrevia com riqueza de detalhes a vida marciana. Atentemos para o trecho que se segue:

“Todavia, o que mais me admirou no foram as expresses fsicas deste planeta, to adiantado em comparao com o vosso. Nele a sociedade est constituda de tal forma, que as guerras ou os flagelos seriam fenmenos jamais previstos ou suspeitados. A vibrao de paz e de harmonia que ali se experimenta irradia aos coraes felicidades nunca sonhadas na Terra. A mais profunda espiritualidade caracteriza essa humanidade, rica de amor fraterno e respeito ao Criador”.

Mais tarde, novamente atravs da mediunidade segura de Chico Xavier, em crnica datada de 25 de julho de 1939, integrante da obra intitulada Novas Mensagens,o Esprito Humberto de Campos nos trazia informaes complementares, corroborando o relato acima; vejamos:

“Tive, ento, o ensejo de contemplar os habitantes do nosso vizinho, cuja organizao fsica difere um tanto do arcabouo tpico com que realizamos as nossas experincias terrestres. Notei, igualmente, que os homens de Marte no apresentam as expresses psicolgicas da inquietao em que se mergulham os nossos irmos das grandes metrpoles terrenas. Uma aura de profunda tranqilidade os envolve. que, esclareceu o mentor que nos acompanhava, os marcianos j solucionaram os problemas do meio e j passaram pelas experimentaes da vida animal, em suas fases mais grosseiras. No conhecem os fenmenos da guerra e qualquer flagelo social seria, entre eles, um acontecimento inacreditvel”.

Conforme se depreende facilmente, as duas ltimas mensagens aqui reproduzidas, de fonte medinica comprovadamente fidedigna, opem-se frontalmente s instrues recebidas por Victorien Sardou, considerado pelo Professor Rivail como “um desses fervorosos e esclarecidos adeptos” (Revista Esprita, ano I, nº 08, agosto/1858).

Entretanto, de posse de seu peculiar bom senso, Kardec jamais conferiu s orientaes dos Espritos o carter de verdades absolutas, consciente de que o tempo traria novas revelaes ou descobertas cientficas que haveriam de modific-las ou ratific-las, pois que, poca, a Doutrina Esprita apenas acabara de desabrochar. E isto, pelo visto, parece ter ocorrido; tanto por parte das comunicaes espirituais, conforme constatado, como da Cincia Acadmica, qual se submetem os princpios fundamentais do Espiritismo, pois assim se estatuiu:

“Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais ser ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitar” (Kardec, A Gnese, captulo I, item 55).

E, certamente, as investidas espaciais nos tm dado relevante contribuio, principalmente atravs dos engenhos norte-americanos denominados Mariner 9, Viking (1e2), Mars Pathfinder e, mais recentemente, da sonda no tripulada Pathfinder, fruto do investimento de milhes de dlares, que, tendo pousado em solo marciano no dia 4 de julho de 1997, liberou, dois dias aps, o veculo teleguiado denominado Sojourner. Durante meses diversas imagens nos foram transmitidas, entretanto, em momento algum foram encontrados quaisquer indcios de vida orgnica, nem, tampouco, de “criaturas sub-humanas”.

Ante o exposto, uma dvida naturalmente se estabelecer: Se nos defeso, enquanto encarnados, visualizar aspectos da civilizao marciana, mesmo de posse dos mais hodiernos recursos da tecnologia astronmica, a que espcie de vida, afinal, se referiram os Espritos Humberto de Campos e Maria Joo de Deus em suas revelaes?

Recorramos, primeiramente, questo 181, de O Livro dos Espritos, na qual o mestre de Lion indaga:

Os seres que habitam os diferentes mundos tm corpos semelhantes aos nossos?

A que os Espritos respondem:

“Sem dvida possuem corpo, porque preciso que o Esprito esteja revestido de matria para agir sobre a matria. Porm, esse corpo mais ou menos material, de acordo com o grau de pureza a que chegaram os Espritos. E isso que diferencia os mundos que devem percorrer; porque h muitas moradas na casa de nosso Pai e, portanto, muitos graus (...)”.

E mais adiante, questo 186, Kardec questionaria:

“H mundos em que o Esprito, deixando de habitar um corpo material, tem apenas como envoltrio o perisprito?

...tendo obtido o seguinte esclarecimento:

-Sim, h. Nesses mundos at mesmo esse envoltrio, o perisprito, torna-se to etreo que para vs como se no existisse. o estado dos Espritos puros (grifei).

Percebemos, destarte, que os Espritos que ora habitam o planeta Marte, ainda que no se encontrem num patamar evolutivo de absoluta pureza, certamente se fazem revestir de um corpo de matria to quintessenciada que nossa limitada percepo visual no consegue atingir.

Ademais, aguardemos, por orientao futurista do prprio codificador, os avanos cientficos que, gradualmente, confirmaro todos os fundamentos espritas, pois que, contradies, quando se apresentam, so mais na superfcie do que no fundo, o que atesta a essncia irrefutavelmente divina do Espiritismo, apangio que, em ltima anlise, constitui seu inabalvel alicerce.

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Referncias bibliogrficas:

  • XAVIER, Francisco Cndido
  • Novas Mensagens, FEB; pelo esprito Humberto de Campos
  • Cartas de Uma Morta, editora LAKE; pelo esprito Maria Joo de Deus
  • KARDEC, Allan
  • O Livro dos Espritos, editora LAKE, traduo de Herculano Pires
  • Revista Esprita, Ano I, agosto de 1858, nmero 8
  • JESUS, Novo Testamento, Evangelho de Joo, captulo 14

 

 

 

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