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Para Refletir...

"A incompreenso di. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender. O desespero destri. Diante dele, porm, encontramos ensejo de cultivar a serenidade." - Andr Luiz

 
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No outro lado da vida

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Vivia, num povoado pequeno, uma mulher a quem todos chamavam de D. Renncia. No era sem razo tal nome, pois ela realmente era a prpria renncia em pessoa. Tinha apenas um filho a quem dedicava todo o seu amor materno.

A vida dos dois era extremamente difcil, pois a me foi abandonada assim que seu namorado ficou sabendo que ela estava grvida. Com grandes dificuldades conseguiu ter a criana, e s Deus sabe como sobreviveu.

Mas o que mais realava nela era sua dedicao ao filho. Quantas e quantas vezes deixou de se alimentar para que no faltasse nada ao seu rebento do corao. Em vrias ocasies passava frio s pelo prazer de ver seu filho bem agasalhado. Noites em claro por preocupao com o estado de sade do filho. Para ela o seu filho era a sua nica razo de viver, por isso fazia tudo para que a ele no faltasse qualquer coisa, por pequena que fosse.

Do filho ningum sabia o verdadeiro nome s o chamavam pela alcunha de Ingrato. A sabedoria popular conseguiu identificar naquele filho mais um dos que no davam nenhum valor sofrida me, esta era a razo do seu apelido. Carter impossvel de dobrar, egosta ao extremo, pouco se importava com os sacrifcios que a me fazia para que ele tivesse tudo. No se preocupou nem mesmo em arrumar um emprego para ajudar sua me na manuteno da casa. Era dos tais que s em sonhar que estava trabalhando acordava cansado. Quando queria algo no pedia mas exigia que sua me lhe desse, sem ao menos pensar que ela poderia no ter o dinheiro necessrio para comprar o que desejava. Passava a maior parte do seu tempo bebendo num barzinho prximo sua casa.

Passaram-se os anos, at que um dia a morte levou D. Renncia, que recebida no plano espiritual pelos anjos foi logo levada “aos cus”. Pouco tempo depois o filho morreu vtima da bebida. Por tudo que fez na vida, teve na sua recepo no plano espiritual o demnio, que o levou diretamente para “o fogo do inferno”.

Essa a nossa triste histria, sobre a qual iremos refletir.

Temos duas hipteses para a “vida” depois da morte. A primeira que no levaremos para l nossa individualidade. Se assim for o mesmo que nunca tivssemos existido, nada valendo, portanto, o que fomos nesta vida. A segunda que seremos no mundo espiritual o que fomos na terra, somente desprovido do corpo fsico. o que acreditamos.

Assim sendo pergunto: ser que D. Renncia na nova vida j no se importaria mais com o filho? Se admitirmos que levamos para l o que somos certo que importaria. Ora, diante disso certo que, pelo que ela foi em vida com relao ao filho, no ficaria feliz “no cu” vendo o seu filho sofrer “no inferno”, no mesmo? Qual seria a atitude desta amorosa me? No seria outra seno renunciar ao “cu” para ir ficar junto ao seu querido filho.

Situao absurda voc dir. Entretanto veja o que acontece em nosso dia a dia, quando deflagrada uma rebelio em algum estabelecimento penitencirio. Para ns, l dentro, s existem criminosos, ao passo que para as mes somente filhos. Quantas, nestas circunstncias, no dariam a prpria vida para salvar a de seu filho? Porque ento no outro lado da vida isso seria diferente?

A atitude de D. Renncia, de deixar o “cu”, ento seria a esperada. Se as mes deixarem “o cu” para irem “ao inferno” para estar com seus filhos, esse lugar nunca mais ser um inferno, pois a mais alta expresso do sentimento de amor que conhecemos aqui na terra o das mes. Assim elas acabariam por transform-lo num lugar de paz e amor. Algum duvida?

 

 

 

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