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Para Refletir...

"A arte de ouvir , tambm, a cincia de ajudar." - Joanna de ngelis

 
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Em face do atual momento histrico, por qual passa a humanidade em geral e o Brasil em particular, impe-se a renovao da cultura da vida. No se concebe mais a passividade da sociedade organizada, diante do desrespeito frontal aos princpios de justia que todos assistimos. Tal passividade no se coaduna e mesmo fere frontalmente os princpios norteadores da Doutrina de Jesus em geral, e do Espiritismo em particular.

Falamos insistentemente ao longo do estudo em um movimento de renovao da cultura da vida, que congregaria quaisquer indivduos, sejam espritas ou no, mas que estivessem imbudos do sentimento humanista, de solidariedade, de amor ao prximo, com a finalidade de iniciar a escalada rumo contribuio efetiva ao progresso, justia. Nosso corao, nossas portas esto abertas a todos que quiserem discutir, analisar e estudar os rumos a tomar, os quais repousam sobre uma base comum: O direito de viver.

Enfocamos ao longo do estudo um assunto deveras complexo, uma vez que tratamos de situar os problemas sociais, as causas e possveis meios de solucion-los, sob a tica de Jesus e da Doutrina dos Espritos.

Procuramos demonstrar que a pobreza, a misria, a violncia, os vcios, a prostituio, resultam de um desequilbrio social, tendo um percentual elevado, com origem no egosmo, no amor prprio, e que no raro influ nos hbitos morais.

A moral uma questo de costumes, e os costumes sociais so feitos, so elaborados pelo homem e no por Deus(1). Assim a moral dos poderosos, dos egostas, difere da moral de Jesus, da moral esprita, por motivos de ordem objetiva e social.

Por isso a moral esprita diferente da moral dos poderosos, dos dominadores, dos corruptos, dos enganadores, dos exploradores, porque no dissocia do direito a moral, para que essa mesma moral signifique um dever de lutar por uma organizao social, por uma sociedade, que assegure ao homem a liberdade e a justia dos direitos inalienveis vida.

A moral ento dever estar alicerada numa realidade econmico-social, para a qual o conceito de felicidade individual estar obrigatoriamente subordinado felicidade da comunidade.

Utopia, pensaro muitos. No. Realidade, pensamos ns.

Como a Doutrina Esprita define a moral?

Pela prtica do amor ao semelhante.

"O homem procede bem quando tudo fez pelo bem de todos, porque, ento, cumpriu a Lei de Deus"(2).

E qual o primeiro direito de todos os homens, a ser objeto do nosso procedimento, na luta pela renovao da cultura da vida?

"O primeiro de todos os direitos naturais do homem, o direito de viver"(3).

Pelas razes exaradas ao longo de nossa anlise que afirmamos que nenhum ser humano de bom senso, cristo ou no, esprita ou no, pode eximir-se de participar objetiva e concretamente no chamado da luta pela valorizao da vida e consequentemente do ser humano, no atual momento histrico. J dizia o poeta popular: "Quem sabe faz a hora, no espera acontecer".

Conclamamos dessa forma, cristos e no cristos, espritas e no espritas, trabalhadores, empresrios, professores, intelectuais, a cerrarem fileiras em torno da luta por uma sociedade mais justa, mais solidria, consubstanciada nas leis naturais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, as quais por si ss, constituem o programa de uma nova ordem social capaz de realizar o mais absoluto progresso da humanidade.

Quem aceita Jesus e Kardec, no pode viver e conviver com uma aceitao passiva do erro.

Jesus e Kardec precisam e necessitam de servos idealistas, objetivos, capazes de romper as barreiras do silencio a que o esprito egosta, usurpador, vigente no planeta submeteu seus seguidores, tornando-os tmidos ante a intriga e audcia dos maus. Quando os bons quiserem, deixarem a timidez, se fortalecero e preponderaro sobre os maus(4).

A renovao da cultura da vida ir exigir de todos a coragem de assumir um novo estilo de vida, uma mudana de comportamento em relao ao semelhante, uma nova e justa escala de valores:

PRIMAZIA DO SER SOBRE O TER, DO INDIVDUO, DA PESSOA, SOBRE AS COISAS, O QUE LEVAR O HOMEM A UMA RECONCILIAO COM A VIDA.

Sabemos e estamos cientes de que grande a desproporo existente dos meios de que esto dotados as foras que impulsionam a "cultura da morte", e os escassos, minguados meios que dispem os que se propem a uma cultura da vida e do amor, no entanto, sabemos que podemos confiar nas Leis da Vida, nos bons Espritos, em Jesus, na sua ajuda, para os quais nada impossvel.

Confiemos. Confiemos em nossos propsitos de renovao pois assim estaremos contribuindo para a criao do reino da Paz, do Amor, da Solidariedade, preconizado por Jesus, aqui na Terra.

Bibliografia:

  • (1) O Livro dos Espritos - Allan Kardec - perg. 863
  • (2) O Livro dos Espritos - Allan Kardec - perg. 629
  • (3) O Livro dos Espritos - Allan Kardec - perg. 880
  • (4) O Livro dos Espritos - Allan Kardec - perg. 932

Correspondncia:

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Rubens Policastro Meira

Cx. Postal, 2002 - Agncia Porto

Cuiab - MT

CEP 78020-970

 

 

 

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