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Para Refletir...

"A caridade o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanas e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condio do esperado Reino de Deus." - Emmanuel

 
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O Gigante Deitado

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Nascido em Ituiutaba (MG)a vida do mdium Jernimo Mendona (1939-1989) foi um exemplo de superao de limites. Totalmente paraltico h mais de trinta anos, sem mover nem o pescoo, cego h mais de vinte anos, com artrite reumatide que lhe dava dores terrveis no peito e em todo o corpo, era levado por mos amigas pelo Brasil afora, para proferir palestras. Foi to grande o seu exemplo que foi apelidado "O Gigante Deitado" pelos amigos e pela imprensa.

Houve uma poca, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jernimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinrias, o acometeu. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o mdico, amigo, chamou seus companheiros espritas que ali estavam e lhes disse que o caso no tinha soluo. A hemorragia no cedia e ele ia desencarnar.

- Doutor, ser que podemos pelo menos lev-lo at Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles so muitos amigos.
- S se for de avio. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avio. Levaram-no para Uberaba. O lenol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram Comunho Esprita, onde o Chico trabalhava ento. Naquela hora ele no estava, participava de trabalho de peregrinao, visita fraterna, levando o po e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha s quem est nos visitando! O Jernimo! Est parecendo uma rosa vermelha! Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela no "despetalar".
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibrao da energia fludica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mo no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensao de um choque de alta voltagem saindo da mo de Chico, o que Jernimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanao evanglica, a pedido de Chico, e em seguida veio a explicao:
- Voc sabe o porqu desta hemorragia, Jernimo?
- No, Chico.
- Foi porque voc aceitou o "coitadinho". Coitadinho do Jernimo, coitadinho... Voc desenvolveu a autopiedade. Comeou a ter d de voc mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo fsico, gerando a leso. Doravante, Jernimo, vena o coitadinho. Tenha bom nimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros no sintam piedade de voc.
Ele seguiu o conselho. A partir de ento, aps as palestras, ele cantava e contava histrias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paraltico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos aps a hemorragia "fatal". Venceu o "coitadinho".
Que essa histria nos seja um exemplo, para que nos momentos difceis tenhamos bom nimo, vencendo a nossa tendncia natural de autopiedade e esmorecimento.


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