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Para Refletir...

"A paz em ti ajudar a produzir-se a paz no mundo." - Joanna de ngelis

 
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Chama a ateno dos espritas curiosos, bem assim daqueles altamente preocupados com o "fim" desta jornada, a forma como desencarnaro: por modos violentos, sofridos, demorados, dolorosos?

Isso um pouco influncia da literatura esprita e de muitas das comunicaes de desencarnados, que contam os dramas do momento de abandono da matria, da morte, na linguagem geral e comum. Espritos contam com pormenores os "horrores" por que passaram naquele momento e nos que se seguiram: uns, fruto de inaceitvel doena prolongada e grave, seguidas de medos, sustos, sobressaltos; outros, passaram por desastres individuais ou coletivos, acidentes com mquinas velozes; no poucos vtimas de assassinatos horripilantes, difceis de avaliar se derivados de expiao ou provas; outros ainda, induzidos ou decididos ao suicdio, descrevendo todos os desequilbrios da derivados; outros mais, "vtimas" de infartos fulminantes, de cnceres corrosivos, etc., etc., etc.

Parece um verdadeiro circo dos pavores, como se apenas tais circunstncias valeriam a pena descrever, para avisar "os que ficam", para que se preparassem!

Mas, para consolo de todos ns, algumas criaturas nos do exemplos de desencarne manso, tranqilo, edificante, meritrio, comprovando que tal possvel e est mais ao alcance nosso (de ns todos!) mais amiudemente do que se imagina.

Para confirmar, uma pequena histria -- absolutamente verdadeira -- que nos foi contada por companheiros bem chegados na Doutrina e confirmada por militantes do Centro Esprita LAR DO AMOR CRISTO, l do bairro do Ipiranga. Trata-se de uma Casa antiga, onde militou por muitos anos o extraordinrio confrade LUIZ RODRIGUES DA CRUZ.

ele -- o LUIZ CRUZ, como o chamamos por dcadas -- o personagem central desta histria edificante.

Esprita de "quatro costados", altamente evangelizado e evangelizador, incentivador de toda atividade doutrinria, que conheci na Federao Esprita do Estado de So Paulo, l pelos anos 70, quando iniciei minhas lides como expositor. Uma das minhas primeiras turma de trabalho foi exatamente dirigida por ele, que fora diretor da Fraternidade dos Discpulos de Jesus, companheiro de trabalho do Comandante Edgard Armond, alm de Conselheiro e diretor da FEESP. Pois, essa turma (uma das muitas que ele comandou) saiu "formada" da FEESP e assumiu, literalmente, a direo de um Centro na Moca, que se encontrava em fase de desativao por falta de trabalhadores: o C. E. Emmanuel. L tambm fiz exposies, a convite do mesmo Luiz Cruz.

Quantas e quantas aulas e palestras no fiz a convite desse denodado companheiro, especialmente no Lar do Amor Cristo, nas turmas de Aprendizes do Evangelho, que eram sua especialidade dirigir e levar adiante, preparando milhares de trabalhadores na Seara do Mestre e divulgando o kardecismo, tanto no Pas como na Frana, na Espanha, em congressos de que participou, e tambm legando-nos obras como "Aprendendo com as Epstolas" e "Andr Luiz em Reflexo".

Criatura mansa, pacfica, de fala amorosa e doce, de gestos comedidos, elogiado e admirado por todos -- alunos, diretores, expositores, trabalhadores e assistidos --, dada sua simpatia, dedicao, meiguice, afabilidade e ternura no trato com as pessoas. E, com tal postura, trabalhou toda sua vida dando exemplo de reforma do Ser, reformando os seres e preparando-os para um mundo de regenerao efetivo e real – um verdadeiro esprita, como o definira Kardec.

Pois , mas o Luiz Cruz (s o soubemos depois, pelos amigos, da porque no fomos dar-lhe o adeus no descenso do corpo fsico) desencarnou, como obrigatrio a todos ns na escalada dos estgios evolutivos.

Mas, at nesse momento nos deu um exemplo consolador: consta que ele e a esposa estavam fazendo sua caminhada diria no parque do Ibirapuera, quando ele parou e chamou a ateno para o alarido que os pssaros estavam fazendo, cantando alto e vibrante. Nesse instante, dirigiu-se para um rvore, abraou-a serenamente e, ali, manteve-se calado, inerte, sereno, tranqilo, brando, plcido, em paz... e desencarnou!

Assim, liberou-se do corpo fsico, sem traumas, sem alarde, sem dores profundas, sem horrores contundentes. Passou para a ptria espiritual como para tal se preparara: mansamente!

Assim, amigos, tomemos para paradigma esse esprito exemplar: se quisermos ser "premiados" com um desencarne pacfico e manso, como o do Luiz Cruz, temos que lutar para t-lo, temos que constru-lo -- hoje, j, agora, na jornada da vida terrestre -- temos que angariar mritos para isso... Sabem como? – levando firmemente a cabo os ensinos dos Espritos (baseados na moral do Cristo): amar ao prximo como a si mesmo; cada um dando e fazendo aquilo que estiver ao seu alcance na encarnao que cursa, sejam quais qualidades forem - fruto da inteligncia, das artes, dos ofcios, dos dons espirituais e morais.

Lembremo-nos que est ao alcance de cada um de ns e a todos angariar aqueles mritos, pois que cumpre ao homem "fazer o bem no limite de suas foras; porquanto responder por todo o mal que haja resultado de no haver praticado o bem." (L.E., questo 642), sendo que "fazer o bem no consiste, para o homem, apenas ser caridoso, mas em ser til, na medida do possvel, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessrio." (Idem, questo 643).

 

 

 



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