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Como Superar o Medo de Falar em Público

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Falar em público é uma das atribuições mais importantes de todo profissional, seja para apresentar um projeto, vender uma idéia ou até mesmo participar de uma reunião. Mas, ainda é uma tarefa que inspira medo e pode ser decisiva para o sucesso de muitas pessoas.

Uma dica preciosa a todo profissional que utiliza a oratória é não se assustar com o medo, porque isso ajuda a alimentar mais nervosismo. O importante não é eliminá-lo, e sim transformá-lo numa energia positiva, tornando o discurso mais envolvente. Mas, esse grande vilão não está presente somente na vida dos brasileiros, pois 41% dos americanos têm pavor de pensar em qualquer tipo de exposição, e ainda são considerados menos dramáticos que os australianos, que preferem a morte a terem que falar em público.

Identificar esse sentimento e enfrentá-lo são as melhores formas de impedir que ele atrapalhe o seu desenvolvimento profissional. Imagine como é que um projeto pode ser aprovado, se você estiver tremendo na hora de apresentá-lo? Será que algum cliente deixou de comprar porque você não estava confiante ao expor seu produto? Tenha certeza de que, cada vez que você evitar aparecer, alguém estará fazendo o contrário. As chances de seu concorrente conquistar mais espaço são inquestionáveis.

Um dos fatores que contribuem para a insegurança e o decorrente medo ao falar é a falta de experiência. A melhor forma de superá-la é enfrentar quaisquer situações da forma mais natural possível. Sobressai-se bem quem costumava fazer perguntas na sala de aula e apresentar trabalhos em grupo, o que contribui para uma diminuição da tensão na hora de discursar. Pessoas inexperientes costumam recusar convites, fugir de reuniões e adiar apresentações. Encoraje-se, pois o seu sucesso dependerá somente de você.

Quando se manda alguém no seu lugar, a pessoa melhora cada vez mais e você fica inerte. Mesmo com muito treino, é bom ter em mente que mãos suando e ansiedade são comuns - e inevitáveis - nos minutos que antecedem uma apresentação. Esses sintomas acompanham os executivos mais experientes, os oradores mais hábeis e até artistas de muito sucesso. É preciso aprender a conviver com isso.

Em três passos, saiba como superar a dificuldade de discursar e se torne um (a) bom (a) orador (a).

1. Saiba o que você vai falar

Leia, pesquise, se interesse, domine o assunto. Isso vale para qualquer tipo de apresentação. É preciso ter intimidade com o que será exposto. Ter histórias para contar é um diferencial. Tenha em mente um bom roteiro das principais idéias.

Não tenha pressa em terminar o seu discurso. É preciso ter uma atitude equilibrada. Jamais seja arrogante e nem subestime a inteligência de quem está ouvindo. A persuasão só acontece quando há emoção e entonação correta.

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia (UCLA) mostra que os maiores impactos provocados no público vêm da voz (55%) e da linguagem corporal (38%). É claro que isso não desqualifica o conteúdo da apresentação.

Seja você mesmo

A melhor forma de ser bem-sucedido(a) é não se considerar um mestre em oratória. Não tente ser nada além de você mesmo. Crie o seu estilo. Por exemplo, não faça piadas se você não é naturalmente engraçado(a). Uma das piores sensações do mundo é o silêncio pairando no ar depois de uma gracinha. Sorrir é um dos pontos importantes para se conquistar a simpatia do público.

Ser humilde e não se preocupar excessivamente com o que os outros estão pensando de você também pode garantir uma certa tranqüilidade. Explorar seus pontos fortes é uma das melhores estratégias para se tornar um(a) bom(a) orador(a).

Não menos importante é o treino, que por sinal é fundamental, pois a qualidade do discurso será proporcional à quantidade de tempo gasto preparando-o. Um dos pré-requisitos de qualquer boa apresentação é falar como no cotidiano. Converse com a platéia. Quem tenta discursar como se escreve perde a naturalidade. Não decore o texto, prefira entendê-lo. Saber se expressar em público é essencial para quem pretende ser líder. Trata-se, basicamente, de ser capaz de expor com clareza as idéias.

2. Conheça o terreno em que vai pisar

Para fazer uma boa apresentação, conheça algumas regras básicas:

- qual o local da apresentação;
- se você será o(a) único(a) orador(a);
- qual a ordem das apresentações;
- se haverá um período para perguntas e respostas;
- para quem você vai falar;
- o que esse público quer ouvir;
- quanto tempo você terá;
- que instrumentos estarão à sua disposição (retroprojetor, computador, TV, vídeo, lousa, etc).

Prepare-se para todo tipo de pergunta. É inevitável que o público levante questões menos exploradas na sua apresentação. Se você realmente dominar o assunto, terá como prever dúvidas e possíveis objeções. Devolva a pergunta para a platéia - alguém pode saber a resposta - ou dê referências sobre o assunto, mesmo que você desconheça a resposta exata.

3. Aprenda a se relacionar com o público

O receio de não conseguir cativar o público é comum. Em primeiro lugar, tire da cabeça a idéia de que o público está lá para criticar. Lembre-se de que as pessoas também têm medo de falar em público e, por isso, admiram a sua coragem.

Uma questão estratégica é adequar a linguagem ao seu público. Olhe para ele. Tente criar uma certa intimidade. A profundidade do tema e até a escolha adequada dos termos ajudam a criar essa intimidade. Cada pessoa tem que sentir que você está falando só para ela. Nem sempre falar para uma grande platéia é pior do que para poucas pessoas. Quando se fala para poucos, as reações são mais visíveis.

Relaxe com relação ao comportamento de quem está te ouvindo. A preocupação de controlar as reações do público só atrapalha. O fato de alguém estar bocejando pode significar apenas que ele (ou ela) passou a noite com insônia. Alguém que levanta pode ter uma emergência para resolver. Não se escravize pelo comportamento da platéia. Apenas leia os seus sinais para monitorar a sua exposição, para saber, por exemplo, quando fazer uma pergunta ou quando abrir espaço para um debate.

Se o público for hostil, amorteça as perguntas agressivas. Tenha simpatia mesmo que haja insultos. Não responda em cima de uma pergunta, agradeça, respire, ganhe alguns segundos. Mesmo que a platéia esteja do seu lado, caso você aja com hostilidade, é possível que ela se volte contra você.

Seja breve

Não canse o seu público. Ele vai ficar inquieto, vai começar a conversar, a levantar, e você sentirá insegurança. Pare de falar no instante em que os ouvintes desejarem que você continue, ou seja, perceba neles um maior interesse em prosseguir, assim você poderá abrir espaço para perguntas e até novas apresentações, caso o tempo esteja esgotado. Desperte na platéia o desejo de abordar novamente o tema ou outros inerentes ao que fora exposto. A duração deve variar conforme o horário e local da apresentação.

Se for depois de um almoço ou jantar, economize palavras. O mesmo vale para os casos em que você seja um entre vários (as) oradores (as). Caso seja o (a) único (a), nada impede que se estenda um pouco mais. Há ainda mais um motivo para não fazer apresentações intermináveis: ninguém vai guardar tudo o que você disser. A concisão é uma grande virtude.

 

 

 

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